Refluxo: sintomas, causas e quando procurar um Gastroenterologista
Refluxo: sintomas, causas e quando procurar um Gastroenterologista

Aquela queimação que sobe do estômago depois do almoço. O gosto amargo na boca ao acordar. A tosse seca que não passa e ninguém explica. Se alguma dessas cenas é familiar, você não está sozinho: o refluxo gastroesofágico é uma das queixas mais frequentes nos consultórios de gastroenterologia no Brasil, e muita gente convive com ele por anos, tratando os sintomas com antiácidos de farmácia, sem nunca descobrir a causa.
O que é refluxo gastroesofágico?
Entre o esôfago e o estômago existe uma válvula muscular chamada esfíncter esofágico inferior. A função dela é simples: abrir para a comida descer e fechar para que o conteúdo ácido do estômago não volte. Quando essa válvula relaxa na hora errada ou perde força, o ácido retorna ao esôfago. Esse retorno é o refluxo.
Refluxar de vez em quando, após uma refeição muito grande, é normal. O problema começa quando os episódios se tornam frequentes, provocam sintomas que atrapalham a rotina ou causam lesões no esôfago. Nesse caso, falamos em doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), condição que merece diagnóstico e tratamento adequados.
Quais são os sintomas de refluxo?
Os sintomas clássicos são dois: a azia, aquela sensação de queimação que sobe do estômago em direção ao peito e à garganta, e a regurgitação, o retorno de líquido ácido ou de alimento até a boca sem esforço de vômito. Eles costumam piorar depois das refeições, ao deitar ou ao se curvar para a frente.
Existe, porém, um grupo de sintomas menos conhecidos, chamados de atípicos, que frequentemente levam o paciente a outros especialistas antes de chegar ao gastroenterologista:
- Tosse seca persistente, principalmente à noite ou ao acordar
- Rouquidão e pigarro constante
- Sensação de bolo na garganta
- Dor no peito que lembra problema cardíaco
- Desgaste do esmalte dos dentes e mau hálito
- Crises de asma ou chiado que pioram à noite
Se você já foi ao otorrinolaringologista, ao cardiologista ou ao pneumologista e os exames vieram normais, vale considerar que a origem do problema pode estar no estômago.
Por que eu tenho refluxo? As causas mais comuns
Na maioria das vezes, o refluxo resulta da soma de vários fatores, e não de uma causa única. Entre os mais frequentes estão o excesso de peso, que aumenta a pressão dentro do abdome; a hérnia de hiato, quando parte do estômago sobe para o tórax e enfraquece a válvula; refeições volumosas e o hábito de deitar logo depois de comer; o tabagismo e o consumo de álcool; alguns alimentos, como frituras, café, chocolate, refrigerantes e comidas muito condimentadas; e o uso de certos medicamentos, como anti-inflamatórios e alguns remédios para pressão. A gestação também é uma fase em que o refluxo costuma aparecer ou piorar.
Identificar quais desses fatores pesam no seu caso é parte essencial da consulta, porque o tratamento muda de acordo com a causa.
Refluxo tem cura ou é para sempre?
Essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório, e a resposta honesta é: depende. Muitos pacientes ficam livres dos sintomas com mudanças de hábitos e um período de medicação bem orientado. Outros, especialmente os que têm hérnia de hiato grande ou válvula muito enfraquecida, precisam de tratamento contínuo ou, em casos selecionados, de cirurgia. O que não funciona é tomar antiácido por conta própria durante anos: isso mascara os sintomas, atrasa o diagnóstico e pode esconder complicações.
Refluxo não tratado: quais são os riscos?
O ácido em contato repetido com o esôfago provoca inflamação, a esofagite, que pode evoluir para feridas, estreitamento do esôfago (dificuldade para engolir) e, em uma parcela dos pacientes, para o esôfago de Barrett, alteração das células do esôfago que exige acompanhamento por endoscopia porque aumenta o risco de câncer. Nenhuma dessas complicações aparece de um dia para o outro. Elas se desenvolvem em silêncio, ao longo de anos de refluxo sem controle. Por isso, a avaliação precoce faz diferença.
Quando procurar um gastroenterologista?
Procure o especialista se os sintomas de refluxo acontecem duas ou mais vezes por semana, se você precisa de antiácidos com frequência ou se os sintomas atrapalham o sono e a alimentação. E procure com urgência, sem esperar, se apresentar qualquer um destes sinais de alarme:
- Dificuldade ou dor para engolir
- Perda de peso sem explicação
- Vômitos frequentes ou com sangue
- Fezes escuras como borra de café
- Anemia detectada em exame de sangue
- Sintomas que começaram após os 45 anos
- Histórico de câncer de esôfago ou estômago na família
Esses sinais não significam necessariamente que exista algo grave, mas exigem investigação rápida, geralmente com endoscopia digestiva alta.
Como o gastroenterologista diagnostica o refluxo?
Em muitos casos, a história clínica detalhada já permite o diagnóstico e o início do tratamento. Quando há sinais de alarme, sintomas atípicos ou resposta insuficiente à medicação, o exame de escolha é a endoscopia digestiva alta, que permite ver diretamente o esôfago e o estômago, identificar esofagite, hérnia de hiato e esôfago de Barrett e colher biópsias se necessário. Em situações específicas, podem ser indicados exames complementares, como a pHmetria e a manometria esofágica.
Na Clínica Entéra, o próprio Dr. Guilherme realiza a endoscopia, o que garante continuidade entre a consulta, o exame e o plano de tratamento, sem que o paciente precise repetir a história para vários profissionais.
Como é o tratamento do refluxo gastroesofágico?
O tratamento é construído em camadas. A base são as mudanças de hábito: fracionar as refeições, evitar deitar nas duas ou três horas seguintes, elevar a cabeceira da cama, reduzir os alimentos que sabidamente pioram os sintomas, perder peso quando indicado e abandonar o cigarro. Sobre essa base entram os medicamentos, principalmente os que reduzem a produção de ácido, usados na dose e pelo tempo definidos pelo médico. Para uma minoria de pacientes bem selecionados, com boa avaliação prévia, a cirurgia antirrefluxo é uma opção com ótimos resultados.
O objetivo não é apenas aliviar a azia de hoje, mas proteger o esôfago nos próximos vinte ou trinta anos.
Refluxo em Itu e região: agende sua avaliação na Clínica Entéra
Se você mora em Itu, Salto, Indaiatuba, Porto Feliz ou cidades próximas e convive com azia, queimação, regurgitação ou tosse sem causa definida, não normalize esses sintomas. Uma consulta com o gastroenterologista permite descobrir a causa, afastar complicações e montar um plano de tratamento que funcione para a sua rotina.
Na Clínica Entéra, o Dr. Guilherme Oliveira, atende com consultas sem pressa e realiza a endoscopia digestiva alta quando ela é necessária, no mesmo cuidado, com a mesma equipe.
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